Mostra Visual de Poesia Brasileira - Poéticas Sonoras Verbais Visuais


16/11/2006


tempo de solidão

tempo
que não passa

novelo
que não se desembaraça

vela
que queima devagar


que não desata

lembrança
que não se perde na fumaça.

noite
que se arrasta.

© Ademir Antonio Bacca

http://ademirbacca.blogspot.com

 

Concurso Nacional de Poesia

Tema: o vinho na cultura das Civilizações

e Festival de Poesia Falada de Varginha

regulamentos aqui: http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

 

Escrito por arturgumes às 15h30
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Escrito por arturgumes às 13h35
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12/11/2006


césar castro - transpirações gráficas

ESTUDO DO VENTO PARA UMA BAILARINA

o vento sopra a tarde para o sol
poente pólen de rosa e violeta sideradas
mar em mármore azul e véus de nuvem
talhar do vento
para uma bailarina nas águas
em dança de peixes sem asas
sonha a bailarina coisas pássaras

- Por que sonho de pássaro nas águas?
- É culpa do mar ser espelho?

em sua noite de casa
traz a bailarina sapatilha e sal
rastro de mar por dentro
cobre de branco o chão onde passa
branco de pombos e de asas
vestígio de um poema antigo
da espuma quando se deita na praia

o telhado é quatro águas
é negro em sua noite de casa
dança a lua em véus de ágata
sombra e borrão de cal
o telhado da casa é quatro águas
sonha a bailarina coisas pássaras

- Como pousar, bailarina nascida das águas,
se peixe, se vento, se asas?

Jacineide Travassos - Livro dos Ventos

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

Escrito por arturgumes às 16h15
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vermmer além da alma - césar castro - transpirações gráficas

Quando digo amar

Quando digo que te amo
Defronto-me com o mais profundo
Daquilo que em mim existe.
Um medo tremendo me invade
E eu arrisco a vida
Para amá-lo mais do que a mim:
Então amo amar meus sentimentos,
Amo amar mil pensamentos,
Amo amar suas palavras doces,
Seus tropeços, e até os seus erros.
Amo amar em ti o que você mais odeia,
Amo essa composição que me desnorteia,
Amo como um mergulho num mar
De sentimentos vivos,
Coloridos e profundos
Porque me amando em você
Amo toda vida que envolve
O vento, a água, as folhas de árvore balançando...
E a peculiariedade que envolve
A sua boca na minha,
E tudo mais que acontece
Que não mais permite existir qualquer impedimento
E se enrolam em si dois seres
Num ninho preciso,
Um sopro genuíno de vida
Faz nossas almas repousarem
E nos completarem sem sim e sem não.

Sônia Macedo

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

Escrito por arturgumes às 11h44
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