Mostra Visual de Poesia Brasileira - Poéticas Sonoras Verbais Visuais


10/02/2007


A Shooting Star

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinicios de Morais

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm


 

Escrito por arturgumes às 13h21
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transpirações gráficas - césar castro

Escrito por arturgumes às 13h03
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fulinaimânica sagaranagem

 

mineiro não é mané

naiman tantas vezes me disse

três noites não são quatro meses

mesmo quem contar errar as vezes

que um bezerro já foi boi

em qualquer curral de manhã

 

tuas unhas me arranham

como aranhas quando tecem tua teia

tece a tela tece o fio

tece o pavio tece a lã

tece  vida fio por fio

tece a fibra tecelã

 

não fosse de minas o queijo

e o sabor daquele beijo

teus olhos bezerra e não vaca

nos dois  gumes da minha faca

tecendo a folha de hortelã

 

artur gomes

http://jurassecretas.zip.net

http://arturgomes.zip.net

http://federicobaudelaire.zip.net

 

Festival de Poesia Falada de Varginha e Concurso de Contos Josué Guimarães – Universidade Federal de Passo Fundo-RS  – veja regulamentos no site: http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

 

 

Escrito por arturgumes às 11h07
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07/02/2007


" Toda palavra guarda uma cilada"

 

toda palavra voa nebulosa
até chegar latente ao nosso chão.
Pousa sem pressa ou prece em mansa prosa
caída chuva breve de verão.

Toda palavra se abre generosa
para abrigar segredos num porão
lá onde sobram sombras sinuosas
levantando a poeira no perdão

Toda palavra veste-se vistosa
para fazer afagos na paixão
uma pantera em paz, porém tinhosa.

Toda palavra enfim é explosão
que o mundo só é mundo por osmose
pois há um outro ser no coração

 

TORQUATO NETO

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

Escrito por arturgumes às 12h31
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06/02/2007


Eu quero amar. Amar perdidamente.
Amar só pro amar. Aqui... Além...
Mais este, aquele. O outro e toda a gente.
Amar! Amar! E não amar ninguém

Recordar? Esquecer? Indiferente...
Prender ou desprender? É mau? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
durante uma vida inteira é porque mente.

Há uma primavera em cada vida
e é preciso cantá-la sempre florida
Pois se Deus nos deu voz foi para cantar

E se hei de ser pó, cinza e nada
Que minha noite seja uma alvorada
Onde eu saiba me perder para me encontrar!

FLORBELA ESPANCA

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

Escrito por arturgumes às 13h13
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