aldeia afrotupy - toca da raposa - alto xingu


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poesia...
ainda encontro a cura
encontro-a crua
por certo, ainda encontro!
ainda perto
no centro ou dentro
de algum inverso...
rodrigo mebs
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http://almadepoeta.com/arturgomesmusicaepoesia.htm
foto: Ricardo Bousquet


um vaso quebrado
jamais restaurado
se imprime triste
na transparência
falsa das fissuras
mistas e impostas;
vaso marcado
pelo ruir dos
vidros que expostos
em cacos viventes
são fragmentados
numa explosão de
dores e gemidos
amores irreais
no tempo passado
como fera
que arranha
a espera da
alegria plena
e do encontro
fértil. Vaso
que não existe mais
fica marcado no
no tempo atrás
como um espectro
decomposto,
esvoaçante ao vento
que o traz
em memória mansa da
experiência roubada
de uma mesa
que ainda o espera
com flores, as flores
dos quintais.

Nas manhãs em que acordo
espero e me quedo quieto
para ver se lembro quem sou.
Jamais alcanço a certeza toda,
certezas me faltam tantas!
Serei o mesmo que deitou?
Ainda que muito eu queira
em umas ou muitas manhãs,
nem sei bem quem acordou.
Quem serei? Invade-me o espanto,
chega-me resposta alguma,
e esqueço quem fui e sou.
Nas manhãs em que me acordo,
naquelas em que não sei
quem foi mesmo que acordou...
nessas manhãs mal despertas
o medo e o vazio se abraçam
e invento ser quem deveras sou.
http://almadepoeta.com/fulinaima.htm
fulinaíma outras vozes outras falas
baladas blues poesia entre e ouça
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